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Prefeito sanciona lei que torna laudo de Transtorno do Espectro Autista com prazo indeterminado

  • SECOM PMJ -

O prefeito Adriano Silva sancionou nesta sexta-feira (27/5) a Lei 9.186, que acrescenta dispositivos à lei que institui a Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com isso, o laudo médico, subsidiado por avaliação biopsicossocial, e que atesta o Transtorno do Espectro Autista ou deficiência intelectual terá prazo de validade indeterminado em Joinville.

"Com essa Lei, a gente traz o respeito principalmente às famílias que têm pessoas com esse transtorno e facilita o acesso ao trabalho, as escolas e, por parte da Secretaria de Saúde, diminui o número de pessoas na fila para consultas. Todos ganham, especialmente a população, que anualmente tem que ficar provando que tem o Transtorno do Espectro Autista", afirma o prefeito Adriano Silva.

O laudo é utilizado para fins de obtenção de benefícios previstos na legislação.

"Essa Lei muda a angústia de muitas famílias pela busca do laudo quando é solicitado, principalmente para as famílias que precisam pagar por uma consulta e não têm condições. No caso do autismo adulto, se a pessoa precisa apresentar para uma entrevista de emprego, para a faculdade, quando é solicitado, ele tem esse laudo. Significa liberdade, respeito e empoderamento dessas pessoas. Para famílias com crianças também, seja para escola ou outra atividade. Autismo não tem cura, então por que renovar o laudo sempre? Para a gente, é uma alegria muito grande essa mudança na Lei", avalia Vânia Schimerski, da entidade Pais Unidos Pelo Autismo (Pupa).

O laudo poderá ser emitido por profissionais da rede pública ou privada e deverá observar os requisitos da legislação.

"Há uma mudança muito positiva e muito significativa dessa gestão em relação à inclusão na nossa cidade, principalmente o autismo. Posso citar a lei do rastreio precoce que foi sancionada em abril deste ano e leva o rastreio para as Unidades de Saúde. Ali, no desenvolvimento da criança é feito estudo, acompanhamento e, se indicar que essa criança tem possibilidade de ter autismo ou outra patologia, vai ser encaminhado para o atendimento especializado o quanto antes", ressalta Vânia.

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